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14 FEVComitê Científico

Exercício e Longevidade

Fonte:

Prof. Dr. Turibio Leite de Barros Neto



Quem faz exercícios físicos pode ter a expectativa de uma vida mais longa?

Essa pergunta teria com certeza uma enfática resposta negativa à questão de 10 ou 20 anos atrás. Sempre foi um parecer acadêmico da classe médica a ideia de que o praticante regular de exercício não viveria por mais tempo do que o sedentário. Teria sim uma melhor qualidade de vida. “Faça exercício que você não viverá mais, porém viverá melhor”! Esse era o consenso à questão de 1 ou 2 décadas atrás.

Hoje em dia, o conceito está sendo modificado. Cada vez mais surgem evidências de que o praticante regular de exercícios pode ter uma vida melhor e mais longa. Na realidade essa expectativa se justifica pelo fato do índice de doenças cardiovasculares, câncer, osteoporose, hipertensão e outras serem muito inferiores no indivíduo ativo. Em consequência a tendência é o indivíduo viver mais e melhor.

O CEMAFE - Centro de Medicina da Atividade Física e do Esporte da Universidade Federal de São Paulo, possui dados que comprovam objetivamente a hipótese de vida melhor e mais longa dos indivíduos ativos. Existe um índice que pode ser considerado o principal indicador de saúde e aptidão física populacional, que é o Consumo Máximo de Oxigênio. 

Em uma amostragem de 300 indivíduos divididos em sedentários e praticantes regulares de exercícios, pudemos constatar o seguinte: O Consumo Máximo de Oxigênio é cerca de 40% maior nos indivíduos treinados em relação aos sedentários para a mesma faixa etária. Com o aumento da idade, existe um decréscimo natural desse índice. 

Entretanto, nos indivíduos treinados o decréscimo do consumo máximo de oxigênio é muito mais lento com a evolução da idade. Essa diferença se torna tão significativa que a média de aptidão física do indivíduo treinado de 50 anos chega a ser superior ao do sedentário de 20 anos. Deve-se considerar o fato de que os indivíduos do grupo treinado eram praticantes regulares de atividade física à pelo menos 1 ano.

Em conclusão podemos hoje afirmar que fazer exercício prolonga a vida e prolonga a “juventude”!

 

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