
Prof. Dr. Turibio Leite de Barros Neto
Uma das mais recentes novidades da juventude de hoje, particularmente dos “atletas de danceterias” é a utilização das chamadas bebidas energéticas.
De uma certa forma existe ai uma semelhança com o atleta que busca algum recurso para melhorar o desempenho físico. No caso do jovem que resolve investir no resultado de uma noitada, certamente existe a expectativa que esta bebida possa melhorar seu desempenho físico, fornecer mais energia e agir como um estimulante, propiciando uma maior “animação”.
Será que a bebida energética pode então ser considerada o “doping das danceterias”? Ao analisarmos sua composição, com pequenas diferenças entre uma e outra marca, podemos notar que basicamente elas são compostas do seguinte:
- Uma certa quantidade de carboidratos, ou açúcares que constituem-se no principal combustível para a atividade física.
- Amino-ácidos, que podemos considerar como os precursores da produção de proteínas
- Um certo número de vitaminas, principalmente do complexo B, as quais nós sabemos desempenhar várias funções no organismo, porém nenhuma delas associada com um efeito rápido
- Cafeína, que dependendo da dose pode ter um efeito estimulante sobre o sistema nervoso central.
Para concluirmos a respeito do que realmente estas bebidas irão provocar no nosso “Atleta”, devemos considerar que:
A quantidade de carboidrato existente ou seja, a fonte de energia que encontramos na bebida energética, seria facilmente obtida com 2 copos de suco de laranja, com uma vantagem para o suco, em função deste representar também uma forma adequada de reidratação.
Os amino-ácidos não são absolutamente necessários para serem ingeridos durante uma noite, não tendo absolutamente nenhum efeito assim como as vitaminas.
Resta a cafeína. Será que a dose existente nas bebidas energéticas provoca algum efeito capaz de estimular o nosso herói? Decepção! A quantidade existente equivale aproximadamente a 4 a 6 xícaras de cafezinho, que convenhamos sai muito mais barato.
Mas como se explica então a manifestação dos jovens, que ao ingerir estas bebidas referem sentirem-se mais “ligadas” com muito maior animação e energia?
A animação, se é que ela aumenta, podemos dizer que pode ser atribuída a um efeito psicológico, ou mais frequentemente à ingestão de álcool que normalmente é ingerido “socialmente” nestas situações. A energia fica por conta da juventude, evidenciando que na verdade ninguém precisa buscar nenhum recurso ou afrodisíaco nesta idade!