
Alguns atletas necessitam consumir elevadas quantidades de L-glutamina devido a sua alta ingestão energética e proteica e também pelo consumo de suplementos de proteína, proteínas hidrolisadas e aminoácidos livres.
Exercícios pesados e períodos de treinamento prolongados estão associadas a diminuição na concentração plasmática de glutamina e isto tem sido sugerido como uma causa potencial da disfunção imune induzida pelo exercício e aumento da susceptibilidade a infecção em atletas.
No entanto, vários estudos recentes sobre a utilização de glutamina indicam que, embora a concentração de glutamina no plasma possa ser mantida constante durante e após o exercício extenuante e prolongado, sua suplementação não impede as mudanças pós-exercício em vários aspectos da função imunológica.
Embora a glutamina seja essencial para a proliferação de linfócitos, sua concentração no plasma não cai o suficiente após o exercício para comprometer a taxa de proliferação.
A ingestão aguda de glutamina de 20-30 g parece não apresenta efeitos nocivos em seres humanos adultos saudáveis e nenhum dano foi relatado em um estudo em que os atletas consumiram diariamente 28 g de glutamina durante 14 dias. Doses de até 0,65 g / kg de massa corporal de glutamina (em solução ou como uma suspensão) foram relatadas como toleradas pelos pacientes e não resultaram em níveis anormais de amônia do plasma.
No entanto, as razões sugeridas para tomar suplementos de glutamina (suporte para o sistema imunológico, aumento da síntese de glicogênio, efeito anti-catabólico) tem recebido pouco apoio de estudos científicos controlados em indivíduos saudáveis e bem nutridos.
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